DEPARTAMENTO PESSOAL: – VÁ PRO SEU CANTINHO!

Quantas vezes você, profissional da área de RH, já ouviu dizerem que o departamento pessoal (DP) é um setor cuja finalidade se resume em gerar problemas e em produzir despesas para os negócios? E você, enquanto funcionário de uma empresa, quantas vezes já teve problemas com este setor?

Descontos não compreendidos, cálculos de salários, de rescisões, dissídios, aumentos com base em convenções coletivas, benefícios ofertados, ou ainda, aqueles cortados; uma gama de atividades realizadas por profissionais nem sempre reconhecidos, nem sempre preparados para sanar as inúmeras dúvidas que surgem e, pior, muitas vezes não qualificados para agirem de maneira estratégica, compreendendo sua real importância dentro de uma estrutura organizacional.

Se, para alguns, o DP é descrito nesta estrutura como o coração de uma empresa, para outros, é definido como aquele que só sabe gastar dinheiro, e, para poucos, sobretudo em médias e grandes empresas, é concebido como um setor altamente estratégico e cujas funções vão muito além de pagar, admitir, demitir, dar férias e promover.

Se, para alguns, o DP ainda é sinônimo de RH, para outros, mais antenados, esta nomenclatura já evoluiu e passou a ser denominada gestão estratégica de pessoas, englobando muitas outras tarefas, que envolvem também as questões burocráticas supracitadas, mas, muito mais que isso, um trabalho para conciliar os objetivos organizacionais e os objetivos individuais. Nestes casos, o antigo DP deixou de ocupar uma simples salinha localizada nos fundos das empresas e passou a conviver mais perto de sua clientela: as pessoas.

Estas pessoas incluem todos aqueles que trabalham e representam uma marca, que produzem e representam parcelas daquilo que, mais adiante, será o resultado final de cada mês. Isso significa afirmar que o DP é essencial para o bom andamento dos negócios, devendo ser compreendido como parceiro de negócios, capaz de diagnosticar os diferentes objetivos e de desenvolver estratégias capazes de minimizarem ruídos e conflitos entre empregadores e empregados.

É neste pedacinho do negócio que questões como: número excessivo de faltas, excessos de entregas de atestados médicos, atrasos frequentes, insatisfações com as lideranças, conflitos entre colegas de trabalho, dificuldades nos cumprimentos de metas, falta de interesses nas realizações de tarefas, falta de cuidados com a infraestrutura disponibilizada pela empresa, entre tantas outras coisas relativas a pessoas, podem ser observadas e controladas. Mas, é também neste pedacinho, que muitas empresas se perdem e nem percebem que estão investindo em prejuízos futuros.

Prejuízos futuros, sim, este é o resultado que a negligência em observar dados espalhados no pedacinho menosprezado, ainda denominado mero DP, rendem e renderão a muitas empresas. O descumprimento das legislações, das normas e de alguns acordos de classes, por simples falta de conhecimento de alguns profissionais responsáveis pelas tarefas do setor; a quebra de confiança entre empregado e empregador, quando há o rompimento do contrato de trabalho, por simples falta de cautela em orientar e em explicar os cálculos de uma rescisão; a ausência de comunicação em relação aos programas de qualidade de vida, muitas vezes existentes e não conhecidos pelos funcionários; o não reconhecimento de lideranças entre as chefias; as demissões injustificadas, não analisadas, como sendo a única forma de reduzir despesas, são exemplos comuns de problemas enfrentados por muitos empresários.

E enfrentar problemas é parte inerente à bela arte de empreender, mas, investir em prejuízos futuros é uma questão de escolhas. Muitas vezes, ao “cortar” funcionários você “cortará” também, a produtividade. E, para lidar com tudo isso não é necessário ter expertise em toda esta gama de atividades previstas no campo da gestão estratégica de pessoas, basta pedir ajuda aos especialistas. Pense nisso!

*Em breve abriremos inscrições para o curso básico de DP, com conteúdo criteriosamente selecionado e atualizado de acordo com a reforma trabalhista. Ideal para profissionais de setores administrativos, profissionais de RH e estudantes.

Marco Antonio Dias Paiva

Patrícia Rezende Pennisi

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *